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EstratégiaStrategy

Gestão de compras e financeiro: da solicitação ao caixa

Purchasing and finance management: from request to cash

Orbit Gestão

Quando compras e financeiro funcionam como áreas isoladas, a empresa costuma pagar um preço que nem sempre aparece de forma óbvia na DRE.

A compra é solicitada de um lado. O fornecedor é cadastrado em outro lugar. A cotação circula por e-mail. A aprovação depende de alguém lembrar de cobrar o gestor. A nota fiscal fica anexada em uma pasta. O pagamento é feito no banco e, depois, alguém precisa atualizar uma planilha para que o financeiro descubra o que aconteceu.

O problema não está necessariamente na ausência de pessoas competentes. Muitas vezes, está na ausência de uma sequência clara.

Uma boa gestão de compras e financeiro começa justamente por entender que o pagamento é apenas uma das últimas etapas de uma cadeia muito maior. Antes de existir uma conta a pagar, existe um fornecedor. Antes de escolher esse fornecedor, pode existir uma homologação. Antes da contratação, existe uma solicitação. Antes da escolha, pode existir uma cotação. E antes de tudo isso funcionar de forma organizada, existem cadastros, responsabilidades, critérios e regras de aprovação que precisam estar definidos.

Esse foi um dos pontos centrais apresentados no treinamento sobre os módulos de Compras e Financeiro do Orbit: o financeiro não deve ser tratado como uma ilha. Compras, fornecedores, aprovações, contas a pagar, contas a receber, centros de custos, plano de contas e orçamento fazem parte de uma mesma lógica de gestão.

Neste artigo, vamos percorrer essa jornada de forma prática, seguindo a mesma lógica apresentada no treinamento: do cadastro e homologação de fornecedores até a leitura do fluxo de caixa, da DRE e do orçado versus realizado.

Por que compras e financeiro precisam conversar

Existe uma ligação direta entre o módulo de Compras e o módulo Financeiro.

Na prática, um fornecedor cadastrado e homologado em Compras pode posteriormente ser vinculado ao Financeiro. O caminho inverso, porém, não cumpre a mesma função: um fornecedor criado apenas no Financeiro não passa automaticamente a fazer parte da estrutura de fornecedores usada no processo de compras e homologação.

Essa diferença parece pequena, mas muda a forma como a empresa deve organizar o cadastro.

Se estamos falando de uma empresa que efetivamente fornecerá um produto ou serviço por meio de um processo de compra, o caminho mais coerente é iniciar pelo módulo de Compras. Assim, o fornecedor entra no fluxo adequado, pode passar pelos critérios de homologação, participar de cotações e, posteriormente, ser vinculado ao Financeiro quando for necessário gerar uma conta a pagar.

Já existem situações em que uma pessoa ou empresa precisa aparecer somente no Financeiro.

Um funcionário que receberá algum pagamento, por exemplo, pode precisar ser tratado como fornecedor para fins de contas a pagar, sem que faça sentido submetê-lo a um processo de homologação de fornecedores. O mesmo pode acontecer com determinados prestadores cuja relação não passa pelo fluxo tradicional de pedido e cotação.

O ponto importante não é tentar encaixar todos no mesmo modelo.

É saber por que cada cadastro existe.

Essa distinção reduz duplicidades e evita uma situação bastante comum: a empresa ter o mesmo fornecedor cadastrado de maneiras diferentes, em locais diferentes, sem uma relação clara entre os registros.

O processo começa pelo cadastro do fornecedor

Dentro do fluxo de Compras, o primeiro passo é organizar a base de fornecedores.

No treinamento foram demonstradas três possibilidades principais para isso:

  • cadastro manual do fornecedor;
  • convite para que o próprio fornecedor preencha seus dados;
  • importação de uma base já existente em planilha.

Cada alternativa atende a uma realidade diferente.

Uma empresa que possui poucos fornecedores pode optar pelo cadastro manual. Já uma organização que está estruturando um processo formal de homologação pode enviar convites para que os próprios fornecedores preencham as informações cadastrais. Quem já mantém uma relação extensa em Excel pode importar essa base e evitar o retrabalho de cadastrar fornecedor por fornecedor.

O cuidado maior aparece quando esse fornecedor também será utilizado no Financeiro.

Nesse caso, o cadastro precisa ser tratado com atenção. Nome fantasia, CNPJ, categoria, contatos, telefone, tipo de negócio e demais informações deixam de ser apenas dados administrativos e passam a fazer parte de uma base que será utilizada ao longo do processo.

Não é burocracia pela burocracia.

Cadastro ruim no começo normalmente significa retrabalho depois.

Homologar não é apenas cadastrar

Um dos pontos mais relevantes do processo apresentado no treinamento é a diferença entre cadastrar um fornecedor e homologá-lo.

O fato de uma empresa estar registrada na base não significa que esteja automaticamente apta a prestar determinado serviço ou fornecer determinado produto.

Esse é um conceito especialmente importante para organizações que trabalham com sistemas de gestão, certificações ou critérios técnicos específicos para fornecedores.

Dependendo do tipo de contratação, pode ser necessário verificar documentação, qualificações, requisitos técnicos ou evidências de que o fornecedor consegue atender às exigências da empresa.

O exemplo apresentado no treinamento foi bastante objetivo: na contratação de uma empresa de manutenção de ar-condicionado, pode ser necessário verificar requisitos técnicos específicos relacionados ao serviço. Em outros contextos, os critérios serão diferentes.

O princípio, porém, permanece o mesmo:

a homologação existe para responder se aquele fornecedor está realmente apto a fornecer para a organização.

Dentro do sistema, o fornecedor pode passar por diferentes situações de homologação, como pendente, em análise, aprovado, rejeitado ou expirado.

Essa condição interfere diretamente na operação.

Um fornecedor rejeitado ou com homologação expirada, por exemplo, não deve ser tratado da mesma maneira que um fornecedor aprovado.

Impacto no negócio: nem todo fornecedor representa o mesmo risco

Outro campo apresentado no processo de cadastro é o impacto do fornecedor no negócio.

Esse tipo de classificação faz bastante sentido em empresas que utilizam processos formais de avaliação de fornecedores ou trabalham com normas certificáveis.

A ideia é simples: nem todos os fornecedores têm o mesmo potencial de afetar a entrega da empresa.

O fornecedor de um item pouco crítico pode demandar um nível de acompanhamento. Já aquele que entrega um produto, material ou serviço diretamente relacionado à qualidade da operação pode exigir um controle muito mais rigoroso.

Por isso, o impacto pode ser tratado em níveis, como baixo, médio ou alto.

Para uma empresa que não possui certificação, não está implantando uma norma e não pretende utilizar essa classificação como ferramenta de gestão, o preenchimento pode não ser necessário.

Mas, para organizações que desejam profissionalizar a gestão de fornecedores, esse campo pode assumir uma função estratégica.

Ele ajuda a responder uma pergunta que deveria aparecer antes de qualquer avaliação:

quanto esse fornecedor pode afetar o nosso negócio se não entregar o que precisamos?

Avaliação de fornecedores precisa ter critério

Depois da seleção e da homologação, começa outro trabalho: acompanhar se o fornecedor continua entregando de acordo com o esperado.

É aí que entra a avaliação periódica.

No treinamento, o processo é demonstrado com critérios que possuem pesos e notas. A soma dos pesos precisa representar 100%, permitindo criar uma avaliação proporcional à importância de cada aspecto analisado.

Esse detalhe é importante porque evita avaliações superficiais.

Imagine um fornecedor cujo preço seja excelente, mas cuja qualidade esteja abaixo do esperado. Se preço e qualidade tiverem exatamente o mesmo peso, o resultado será um. Se qualidade for decisiva para o seu negócio, a avaliação precisa refletir essa realidade.

Os critérios podem ser ajustados, receber comentários e gerar um histórico.

Com isso, a empresa deixa de depender de frases como:

“Eu acho esse fornecedor bom.”

“Ele nunca deu problema comigo.”

“O comercial gosta de trabalhar com ele.”

Essas percepções podem até fazer parte da análise, mas a decisão passa a ter uma base mais estruturada.

O histórico também permite observar se um fornecedor aprovado anteriormente continua merecendo essa condição.

Se a avaliação se deteriorar, o status pode ser revisto.

É um processo vivo.

Da necessidade interna ao pedido de compra

Com a base de fornecedores organizada, entramos na compra propriamente dita.

E a compra começa pela necessidade.

No exemplo apresentado durante o treinamento, a solicitação era a compra de um notebook para um novo funcionário.

A partir daí, o pedido passou a reunir informações essenciais para que a decisão não dependesse de conversas paralelas:

  • descrição da compra;
  • nível de urgência;
  • departamento solicitante;
  • data desejada para entrega;
  • propósito da contratação;
  • justificativa;
  • local de entrega;
  • responsável pelo recebimento;
  • quantidade;
  • preço estimado;
  • requisitos técnicos;
  • possíveis anexos de especificação.

Essa estrutura muda a qualidade do processo.

Em vez de alguém simplesmente pedir “compre um notebook”, a organização passa a registrar o contexto da compra.

Por que ela existe?

Quem precisa?

Para quando?

Qual é o valor estimado?

Quais requisitos precisam ser atendidos?

Esse conjunto de informações é o que permite que a aprovação seja uma decisão, e não apenas um clique.

Workflow de aprovação: quem decide o quê

Uma solicitação de compra não precisa seguir sempre o mesmo caminho.

Dependendo da empresa, uma compra pode ser aprovada por um usuário específico, por alguém que ocupa determinado cargo ou função ou pelo gestor direto da pessoa que fez a solicitação.

O treinamento mostrou a possibilidade de criar diferentes workflows de aprovação, inclusive separados por área ou situação.

Esse tipo de configuração resolve um problema recorrente em empresas que crescem: a aprovação informal.

Enquanto a organização é pequena, todo mundo sabe com quem falar. Basta enviar uma mensagem.

Quando a operação aumenta, essa lógica começa a falhar.

O gestor recebe a solicitação, mas esquece.

A compra fica parada.

Outra pessoa aprova sem saber que havia uma regra.

O financeiro recebe a cobrança antes mesmo de saber que a contratação aconteceu.

Um workflow bem definido transforma a aprovação em parte do processo.

Também é possível utilizar lembretes recorrentes para aprovações pendentes, reduzindo a dependência da cobrança manual.

Existe, porém, uma consequência importante: quando a empresa cria regras de workflow, precisa pensar em todos os cenários que deverão ser cobertos por elas.

Governança funciona quando as exceções também são consideradas.

A cotação precisa nascer de um pedido aprovado

Depois que o pedido é aprovado, começa a etapa de cotação.

Aqui existe uma diferença importante entre simplesmente “pedir três preços” e ter um processo de compras.

Uma cotação organizada nasce de uma necessidade previamente registrada e aprovada.

No fluxo apresentado, a empresa pode definir prazo para a cotação, estabelecer a quantidade de propostas que deseja receber e convidar fornecedores cadastrados.

Os fornecedores podem receber o convite e enviar suas propostas. Caso uma proposta seja encaminhada por outro meio, também existe a possibilidade de registrá-la manualmente no processo.

Quando as propostas estão disponíveis, a empresa pode escolher o fornecedor vencedor.

E é justamente nesse momento que começam a aparecer informações gerenciais relevantes.

No exemplo do notebook, o valor inicialmente estimado foi comparado com o valor efetivamente contratado. O sistema mostrou a diferença percentual entre os dois.

Essa comparação parece simples, mas traz uma visão que muitas empresas só percebem no fechamento do mês:

quanto estamos pagando em relação ao que imaginávamos pagar?

Quando essa análise acontece compra por compra, a organização passa a enxergar desvios antes que eles se transformem apenas em uma linha consolidada de despesa.

Nem sempre o fornecedor mais barato será o escolhido

Preço importa, mas preço não é o único critério possível em uma compra.

Esse ponto merece atenção.

Ao escolher um fornecedor, pode existir um motivo legítimo para selecionar uma proposta que não seja a de menor valor.

Prazo, condição técnica, disponibilidade, especificação, experiência anterior ou algum outro aspecto documentado pode influenciar a decisão.

Por isso, registrar a justificativa da escolha faz diferença.

A gestão profissional de compras não significa necessariamente comprar sempre pelo menor preço.

Significa conseguir explicar por que aquela decisão foi tomada.

Essa explicação protege a empresa de duas coisas: decisões sem critério e decisões corretas que, no futuro, pareçam inexplicáveis por falta de registro.

O recebimento também faz parte da compra

A compra não termina quando o fornecedor é escolhido.

Depois da contratação, ainda existe o recebimento.

No processo demonstrado, é possível registrar o recebimento e anexar documentos relacionados ao pedido, inclusive documentos fiscais.

Essa etapa é fundamental porque fecha o ciclo operacional.

Solicitar, aprovar e contratar sem verificar o que foi recebido deixa uma lacuna importante.

O que foi comprado chegou?

Foi entregue corretamente?

Existe documentação anexada?

A compra pode ser considerada concluída?

Uma gestão madura não acompanha apenas a autorização de gastar. Acompanha a execução da compra.

Antes de operar o financeiro, prepare a estrutura

Quando entramos no módulo Financeiro, a tentação natural é ir direto para contas a pagar ou contas a receber.

Mas o treinamento apresenta uma recomendação diferente: começar pelos cadastros.

Faz sentido.

O financeiro só gera informação confiável quando os lançamentos estão apoiados em uma estrutura coerente.

A sequência apresentada passa por:

  1. plano de contas;
  2. fornecedores;
  3. clientes;
  4. centros de custos;
  5. categorias gerenciais;
  6. métodos de pagamento;
  7. acessos e escopos;
  8. regras de aprovação.

Só depois disso a empresa entra efetivamente na rotina operacional.

É uma etapa menos visível do trabalho, mas provavelmente uma das mais importantes.

Plano de contas: a base contábil da operação

O plano de contas organiza a estrutura utilizada para classificar as movimentações financeiras e sustentar relatórios como a DRE.

No sistema apresentado durante o treinamento, é possível criar contas manualmente, importar uma estrutura em Excel ou utilizar modelos existentes e posteriormente ajustá-los.

Uma orientação prática apresentada foi trabalhar, quando possível, em alinhamento com a contabilidade.

Isso evita que a empresa tenha uma lógica internamente e outra completamente diferente no trabalho contábil.

Quanto maior a compatibilidade entre as classificações, mais útil tende a ser a leitura posterior.

O plano de contas não deveria ser enxergado apenas como uma obrigação técnica.

Ele determina como a empresa enxergará receitas, despesas, ativos, passivos e outros agrupamentos.

Um plano mal construído produz informação mal organizada.

Fornecedores financeiros, fornecedores de compras e colaboradores

Depois do plano de contas, é hora de organizar quem será pago.

E aqui aparece novamente a diferença entre Compras e Financeiro.

Um fornecedor que passou pelo fluxo de Compras pode ser vinculado ao Financeiro.

Já determinadas pessoas podem existir apenas na estrutura financeira.

O exemplo dos colaboradores é bastante claro: mesmo quando o pagamento precisa gerar uma conta a pagar, não significa que esse colaborador deva passar por homologação como fornecedor comercial.

Essa separação ajuda a manter o cadastro coerente.

O principal cuidado é evitar duplicidade.

Se uma empresa realmente participa do processo de compras, o ideal é não criá-la isoladamente no Financeiro e depois repetir o cadastro em Compras.

A organização da origem do registro facilita todo o restante da operação.

Clientes e contas a receber

Se os fornecedores sustentam boa parte da lógica do contas a pagar, os clientes sustentam o contas a receber.

O cadastro de clientes reúne informações cadastrais, contatos, dados bancários, contratos e outras referências necessárias para a operação.

No treinamento também foi demonstrada a possibilidade de buscar dados cadastrais a partir do CNPJ, trazendo informações disponíveis para o preenchimento do registro.

Depois dessa etapa, o financeiro passa a ter os dois lados da operação claramente identificados:

quem a empresa precisa pagar e quem precisa pagar a empresa.

Mas isso ainda não é suficiente para uma boa análise gerencial.

É aí que entram centros de custos e categorias.

Centro de custos: saber onde o dinheiro está sendo consumido

Uma despesa registrada apenas como “despesa” diz pouco.

Mesmo quando sua classificação contábil está correta, a gestão precisa entender onde aquele gasto aconteceu.

O centro de custos cumpre essa função.

Ele pode ser estruturado por departamento, projeto ou conforme a lógica de gestão da organização.

Marketing.

Operações.

Comercial.

Consultoria.

Auditoria.

Projetos específicos.

Não existe um único desenho correto para todas as empresas.

O centro de custos precisa refletir a forma como a liderança deseja analisar o negócio.

No treinamento, também foi apresentado o rateio entre centros de custos.

Essa funcionalidade faz sentido quando uma mesma despesa atende mais de uma área. Em vez de atribuir artificialmente 100% do valor a um único departamento, a empresa pode distribuir a despesa conforme sua origem real.

A qualidade da análise depende da qualidade dessa distribuição.

Categoria gerencial: olhar além do departamento

Centro de custos e categoria gerencial não precisam cumprir a mesma função.

O exemplo utilizado no treinamento ajuda a compreender a diferença.

Uma empresa pode ter despesas em Marketing e Vendas, cada uma registrada em seu respectivo centro de custos, mas desejar analisar o CAC — custo de aquisição de clientes — de forma agrupada.

Nesse caso, uma categoria gerencial pode reunir despesas que pertencem a centros de custos diferentes, mas fazem parte da mesma leitura de negócio.

Esse tipo de classificação aproxima o financeiro da gestão.

A contabilidade responde uma série de perguntas essenciais.

A visão gerencial responde outras.

As duas não precisam competir.

Precisam conversar.

Acesso ao financeiro precisa ser tratado como acesso sensível

Outro ponto importante apresentado no treinamento diz respeito às permissões.

Nem todo usuário que acessa o sistema precisa visualizar todas as informações financeiras.

E mesmo entre pessoas que trabalham no Financeiro, podem existir diferenças de responsabilidade.

Um usuário pode precisar acessar apenas contas a pagar.

Outro pode visualizar fornecedores, mas não excluir registros.

Outro pode ter limites específicos de atuação.

Por isso, o módulo possui uma camada própria para controlar acessos e escopos.

Esse cuidado é coerente com a natureza das informações envolvidas.

Gestão financeira não é apenas registrar corretamente.

É também definir quem pode ver, incluir, alterar ou excluir informações.

Contas a pagar: o operacional começa depois da estrutura

Com os cadastros configurados, entra em cena o contas a pagar.

O lançamento pode reunir informações como:

  • fornecedor;
  • valor;
  • descrição;
  • data de emissão;
  • competência;
  • documento relacionado;
  • conta contábil;
  • centro de custos;
  • projeto, quando aplicável;
  • código de referência;
  • rateio;
  • recorrência;
  • forma de pagamento.

Essa estrutura permite que o pagamento seja analisado posteriormente de diferentes maneiras.

Um ponto importante apresentado no treinamento é a diferença entre a data do pagamento e a competência.

A competência está relacionada ao período em que aquela despesa efetivamente pertence, e não simplesmente ao dia em que o dinheiro saiu da conta.

Para a gestão, essa distinção é relevante porque evita interpretar a operação apenas pela movimentação bancária.

Regras de alçada: nem todo pagamento deveria seguir a mesma aprovação

Além dos workflows de Compras, o Financeiro pode trabalhar com regras de alçada.

Na prática, a empresa consegue estabelecer que pagamentos acima de determinado valor precisem de uma aprovação específica.

O exemplo demonstrado no treinamento utilizava um limite de R$ 5 mil. Abaixo desse patamar, o lançamento apresentado já aparecia aprovado. Acima da regra estabelecida, haveria necessidade de seguir o fluxo configurado.

O valor em si não é o ponto principal.

Cada empresa terá sua própria realidade.

A questão central é estabelecer limites objetivos.

Quando a alçada não está definida, a aprovação depende de interpretação.

Quando está definida, existe governança.

Pagamento feito no banco e registro financeiro são etapas diferentes

Um ponto bastante prático apareceu durante as perguntas do treinamento.

Se a empresa realiza o pagamento diretamente no aplicativo bancário, o lançamento precisa posteriormente ser marcado como pago no sistema para manter o controle financeiro atualizado.

Essa distinção é importante porque o software de gestão e a conta bancária cumprem funções diferentes dentro do processo apresentado.

O banco executa a transação.

O sistema organiza a informação gerencial.

Sem atualizar o pagamento, o relatório continuará tratando aquela obrigação como pendente, mesmo que o dinheiro já tenha saído da conta.

Por isso, disciplina operacional continua sendo necessária mesmo quando existe uma boa ferramenta.

Contas a receber segue uma lógica semelhante

No contas a receber, o raciocínio se repete, agora olhando para os clientes.

A empresa cadastra o recebível, informa valor, descrição, competência, documento, conta contábil, centro de custos e demais informações necessárias.

Depois, conforme o pagamento acontece, registra o recebimento.

Também é possível acompanhar parcelas, valores vencidos, recebimentos parciais e demais situações demonstradas no módulo.

Isso permite que a empresa tenha uma visão clara sobre aquilo que deveria ter recebido e aquilo que efetivamente entrou.

Mais uma vez, não estamos falando apenas de registrar dinheiro.

Estamos falando de criar rastreabilidade.

Fluxo de caixa: a consequência de uma operação bem registrada

Depois que contas a pagar e contas a receber começam a ser alimentados, o dashboard financeiro passa a consolidar informações da operação.

Entre essas informações está o fluxo de caixa.

Essa é uma consequência importante da lógica que percorremos até aqui.

O fluxo de caixa não nasce no dashboard.

Ele nasce na qualidade do cadastro do fornecedor, na classificação da despesa, no registro do recebível, na atualização do pagamento e na consistência da operação cotidiana.

Um painel bonito alimentado por dados incompletos continua sendo um painel de dados incompletos.

A tecnologia ajuda a enxergar.

Mas primeiro a operação precisa registrar corretamente.

Orçamento: sair do “o que aconteceu” para “o que planejamos”

Uma gestão financeira madura não olha apenas para o realizado.

Também compara o que aconteceu com aquilo que estava planejado.

No treinamento, foi apresentada a possibilidade de criação de orçamento, inclusive com matrizes por centro de custos, permitindo posteriormente comparar o orçado com o realizado.

Essa comparação muda o nível da conversa.

Sem orçamento, o gestor pergunta:

“Quanto gastamos?”

Com orçamento, ele pode perguntar:

“Quanto planejávamos gastar, quanto efetivamente gastamos e onde está a diferença?”

A segunda pergunta é muito mais útil.

Ela obriga a organização a discutir premissas, decisões e desvios.

DRE e visão executiva: transformar lançamentos em leitura do negócio

Com plano de contas, receitas, despesas e classificações organizadas, a empresa passa a obter uma leitura mais estruturada da DRE.

No treinamento, foram demonstradas tanto uma visão visual quanto uma visão detalhada, além da possibilidade de trabalhar com indicadores e notas explicativas.

As notas são especialmente úteis quando determinadas decisões ou ajustes precisam ser contextualizados.

Esse é um ponto que costuma separar um relatório meramente operacional de um relatório realmente útil para gestão.

Número sem contexto pode gerar interpretação errada.

Contexto sem número vira opinião.

A combinação dos dois melhora a qualidade da decisão.

O que essa estrutura muda na prática

Quando observamos o fluxo completo, fica claro que gestão de compras e financeiro não é simplesmente colocar dois departamentos dentro do mesmo sistema.

É organizar uma cadeia de decisões.

O fornecedor entra com dados consistentes.

Sua aptidão pode ser analisada.

A necessidade da compra é registrada.

Existe uma aprovação.

A cotação reúne propostas.

A escolha do fornecedor fica documentada.

O recebimento fecha o ciclo da compra.

O Financeiro classifica a obrigação.

A despesa é atribuída à conta e ao centro de custos corretos.

O pagamento é registrado.

O recebimento de clientes é acompanhado.

O orçamento cria uma referência.

E a gestão passa a analisar fluxo de caixa, DRE e orçado versus realizado.

Cada etapa melhora a qualidade da próxima.

Esse talvez seja o principal aprendizado do processo.

A tecnologia não corrige um processo que não foi definido

É tentador imaginar que a implantação de um software resolverá automaticamente todos os problemas de compras e financeiro.

Não resolve.

Um sistema pode organizar workflows, armazenar registros, exibir relatórios e reduzir controles paralelos.

Mas ainda será necessário definir questões básicas:

Quem pode solicitar uma compra?

Quem aprova?

Quais fornecedores precisam ser homologados?

Quais são os critérios de avaliação?

Qual estrutura de centro de custos representa o negócio?

Que despesas precisam ser rateadas?

Qual é a regra de alçada?

Quem pode visualizar o Financeiro?

Quem confirma pagamentos e recebimentos?

Qual plano de contas será utilizado?

Sem essas respostas, a ferramenta apenas digitaliza a indefinição.

Com essas respostas, ela passa a sustentar um processo.

Antes de pensar em automação, organize a sequência

Outro aprendizado importante do treinamento é que nem toda etapa precisa começar automatizada.

No cenário demonstrado, algumas rotinas ainda exigiam lançamentos manuais entre Compras e Financeiro e a atualização de pagamentos realizados externamente.

Isso, porém, não elimina o valor de estruturar o processo.

Na verdade, existe um princípio importante aqui:

automação funciona melhor quando o processo já está claro.

Automatizar uma operação confusa tende apenas a fazer a confusão circular mais rápido.

Uma empresa que sabe quem cadastra, quem aprova, como classifica e como acompanha está muito mais preparada para aproveitar integrações futuras do que aquela que espera uma integração para só então decidir como deveria trabalhar.

Um caminho prático para estruturar compras e financeiro

Se a empresa está começando agora, vale evitar a tentativa de configurar tudo ao mesmo tempo.

A própria sequência do treinamento oferece um roteiro bastante lógico.

Primeiro, organize os fornecedores.

Depois, defina como funcionará a homologação e a avaliação.

Na sequência, estruture os workflows de compra.

Então estabeleça como os pedidos serão registrados, aprovados e cotados.

No Financeiro, comece pelo plano de contas.

Depois organize fornecedores, clientes, centros de custos, categorias gerenciais e formas de pagamento.

Defina acessos.

Crie regras de alçada.

Só então comece a alimentar contas a pagar e contas a receber de forma sistemática.

A partir daí, passe a acompanhar os relatórios.

E, finalmente, utilize orçamento, fluxo de caixa e DRE como instrumentos de decisão — não apenas como telas que alguém abre no fechamento do mês.

Gestão de compras e financeiro é, no fundo, gestão de decisões

É comum falar de compras como uma função operacional e de financeiro como uma função de controle.

Mas, quando os dois processos são observados em conjunto, fica evidente que ambos sustentam decisões importantes.

Escolher um fornecedor é uma decisão.

Aprovar uma compra é uma decisão.

Aceitar pagar acima do estimado é uma decisão.

Classificar uma despesa em determinado centro de custos é uma decisão.

Criar uma regra de alçada é uma decisão.

Definir um orçamento também é uma decisão.

O sistema ajuda a registrar cada uma delas e, posteriormente, permite transformar esses registros em informação.

É por isso que estruturar a gestão de compras e financeiro não deveria começar pela pergunta “qual relatório eu quero ver?”.

A pergunta anterior é mais importante:

qual processo precisa existir para que esse relatório represente a realidade?

Quando a empresa consegue responder isso, o financeiro deixa de atuar apenas depois que o dinheiro entra ou sai.

Compras deixa de ser apenas a área que pede preço.

E os dois passam a fazer parte de uma mesma arquitetura de gestão.

A consequência é uma operação com mais rastreabilidade, critérios mais claros e uma visão melhor sobre o que foi solicitado, contratado, pago, recebido, planejado e realizado.

Não porque o sistema “faz a gestão sozinho”.

Mas porque a organização finalmente construiu um processo capaz de produzir informação confiável.

Perguntas frequentes

Por que compras e financeiro precisam conversar?

Porque o fornecedor homologado em Compras é o que depois se vincula ao Financeiro. Cadastrar só no Financeiro não monta a base usada em cotação, pedido e homologação — a operação parte pela metade.

Homologar um fornecedor é a mesma coisa que cadastrar?

Não. Estar na base não significa estar apto a fornecer. Homologação aplica critério: tipo de serviço, certificação, risco e o que a empresa exige antes de comprar.

Como deve funcionar o workflow de aprovação de compras?

A solicitação não precisa do mesmo caminho sempre. Pode aprovar um usuário, um cargo ou o gestor direto, inclusive por área. Isso substitui a aprovação informal que quebra quando a empresa cresce.

Para que serve o plano de contas nessa operação?

Ele classifica as movimentações e sustenta relatórios como a DRE. Sem alinhamento com a contabilidade, a empresa opera com uma lógica interna e outra no balanço.

O fluxo de caixa nasce no dashboard?

Não. Ele é consequência do cadastro, da classificação da despesa, do recebível e do pagamento bem registrados. Dashboard sem essa sequência só desenha o atraso.

O que a DRE ganha quando compras e financeiro estão na mesma sequência?

Com plano de contas, receitas, despesas e classificações organizadas, a DRE deixa de ser um fechamento atrasado e vira leitura do negócio — inclusive com notas para contextualizar desvios.

When purchasing and finance operate as isolated areas, the company usually pays a price that does not always show up clearly in the DRE.

The purchase is requested on one side. The supplier is registered somewhere else. The quotation circulates by email. Approval depends on someone remembering to chase the manager. The invoice sits attached in a folder. Payment is made at the bank and, afterward, someone has to update a spreadsheet so finance can find out what happened.

The problem is not necessarily a lack of competent people. Often, it is the absence of a clear sequence.

Good purchasing and finance management starts by understanding that payment is only one of the last steps in a much larger chain. Before an account payable exists, there is a supplier. Before choosing that supplier, there may be a homologation. Before contracting, there is a request. Before the choice, there may be a quotation. And before all of that works in an organized way, there are records, responsibilities, criteria, and approval rules that need to be defined.

That was one of the central points presented in the training on Orbit's Purchasing and Finance modules: finance should not be treated as an island. Purchasing, suppliers, approvals, accounts payable, accounts receivable, cost centers, chart of accounts, and budget are part of the same management logic.

In this article, we will walk through that journey in a practical way, following the same logic presented in the training: from supplier registration and homologation through reading cash flow, the DRE, and budget versus actual.

Why purchasing and finance need to talk to each other

There is a direct link between the Purchasing module and the Finance module.

In practice, a supplier registered and homologated in Purchasing can later be linked to Finance. The reverse path, however, does not serve the same function: a supplier created only in Finance does not automatically become part of the supplier structure used in the purchasing and homologation process.

That difference may seem small, but it changes how the company should organize its records.

If we are talking about a company that will actually supply a product or service through a purchasing process, the most coherent path is to start in the Purchasing module. That way, the supplier enters the proper flow, can go through homologation criteria, take part in quotations, and later be linked to Finance when it is necessary to generate an account payable.

There are already situations in which a person or company needs to appear only in Finance.

An employee who will receive some payment, for example, may need to be treated as a supplier for accounts payable purposes, without it making sense to put them through a supplier homologation process. The same can happen with certain providers whose relationship does not go through the traditional order and quotation flow.

The important point is not to try to fit everyone into the same model.

It is knowing why each record exists.

That distinction reduces duplicates and avoids a very common situation: the company having the same supplier registered in different ways, in different places, with no clear relationship between the records.

The process starts with supplier registration

Within the Purchasing flow, the first step is to organize the supplier base.

In the training, three main options were demonstrated:

  • manual supplier registration;
  • an invitation for the supplier itself to fill in its data;
  • importing an existing spreadsheet base.

Each option serves a different reality.

A company with few suppliers may opt for manual registration. An organization that is structuring a formal homologation process can send invitations so the suppliers themselves fill in the registration information. Anyone who already maintains an extensive list in Excel can import that base and avoid the rework of registering suppliers one by one.

The greater care appears when that supplier will also be used in Finance.

In that case, the record needs to be handled with attention. Trade name, CNPJ, category, contacts, phone, business type, and other information stop being merely administrative data and become part of a base that will be used throughout the process.

It is not bureaucracy for bureaucracy's sake.

A poor record at the beginning usually means rework later.

Homologating is not just registering

One of the most relevant points in the process presented in the training is the difference between registering a supplier and homologating it.

The fact that a company is recorded in the base does not mean it is automatically qualified to provide a given service or supply a given product.

This concept is especially important for organizations that work with management systems, certifications, or specific technical criteria for suppliers.

Depending on the type of contracting, it may be necessary to verify documentation, qualifications, technical requirements, or evidence that the supplier can meet the company's demands.

The example presented in the training was quite straightforward: when contracting an air-conditioning maintenance company, it may be necessary to verify specific technical requirements related to the service. In other contexts, the criteria will be different.

The principle, however, remains the same:

homologation exists to answer whether that supplier is truly qualified to supply the organization.

Inside the system, the supplier can go through different homologation statuses, such as pending, under review, approved, rejected, or expired.

That condition directly affects operations.

A rejected supplier or one with expired homologation, for example, should not be treated the same way as an approved supplier.

Business impact: not every supplier represents the same risk

Another field presented in the registration process is the supplier's impact on the business.

This type of classification makes a lot of sense in companies that use formal supplier evaluation processes or work with certifiable standards.

The idea is simple: not all suppliers have the same potential to affect the company's delivery.

The supplier of a low-criticality item may require one level of monitoring. The one that delivers a product, material, or service directly related to operational quality may require much stricter control.

That is why impact can be treated in levels, such as low, medium, or high.

For a company that does not have a certification, is not implementing a standard, and does not intend to use this classification as a management tool, filling it in may not be necessary.

But for organizations that want to professionalize supplier management, this field can take on a strategic role.

It helps answer a question that should appear before any evaluation:

how much can this supplier affect our business if it does not deliver what we need?

Supplier evaluation needs criteria

After selection and homologation, another task begins: monitoring whether the supplier continues to deliver as expected.

That is where periodic evaluation comes in.

In the training, the process is demonstrated with criteria that have weights and scores. The sum of the weights needs to represent 100%, making it possible to create an evaluation proportional to the importance of each aspect analyzed.

This detail matters because it prevents superficial evaluations.

Imagine a supplier whose price is excellent, but whose quality is below expectations. If price and quality have exactly the same weight, the result will be one thing. If quality is decisive for your business, the evaluation needs to reflect that reality.

Criteria can be adjusted, receive comments, and generate a history.

With that, the company stops depending on phrases such as:

"I think this supplier is good."

"He has never given me a problem."

"Sales likes working with him."

Those perceptions may even be part of the analysis, but the decision starts to rest on a more structured basis.

The history also makes it possible to see whether a previously approved supplier still deserves that status.

If the evaluation deteriorates, the status can be reviewed.

It is a living process.

From internal need to purchase order

With the supplier base organized, we enter purchasing itself.

And purchasing starts with the need.

In the example presented during the training, the request was the purchase of a notebook for a new employee.

From there, the order brought together essential information so the decision would not depend on side conversations:

  • purchase description;
  • urgency level;
  • requesting department;
  • desired delivery date;
  • purpose of the contracting;
  • justification;
  • delivery location;
  • person responsible for receiving;
  • quantity;
  • estimated price;
  • technical requirements;
  • possible specification attachments.

That structure changes the quality of the process.

Instead of someone simply asking to "buy a notebook," the organization starts recording the context of the purchase.

Why does it exist?

Who needs it?

By when?

What is the estimated amount?

Which requirements need to be met?

This set of information is what allows approval to be a decision, not just a click.

Approval workflow: who decides what

A purchase request does not always need to follow the same path.

Depending on the company, a purchase may be approved by a specific user, by someone who occupies a given role or function, or by the direct manager of the person who made the request.

The training showed the possibility of creating different approval workflows, including ones separated by area or situation.

This type of configuration solves a recurring problem in growing companies: informal approval.

While the organization is small, everyone knows whom to talk to. A message is enough.

When the operation grows, that logic starts to fail.

The manager receives the request, but forgets.

The purchase sits idle.

Someone else approves without knowing there was a rule.

Finance receives the bill even before knowing that the contracting happened.

A well-defined workflow turns approval into part of the process.

It is also possible to use recurring reminders for pending approvals, reducing dependence on manual follow-up.

There is, however, an important consequence: when the company creates workflow rules, it needs to think through all the scenarios those rules should cover.

Governance works when exceptions are also considered.

The quotation needs to come from an approved order

After the order is approved, the quotation stage begins.

Here there is an important difference between simply "asking for three prices" and having a purchasing process.

An organized quotation is born from a previously recorded and approved need.

In the flow presented, the company can set a deadline for the quotation, establish how many proposals it wants to receive, and invite registered suppliers.

Suppliers can receive the invitation and submit their proposals. If a proposal is sent through another channel, it is also possible to register it manually in the process.

When the proposals are available, the company can choose the winning supplier.

And it is precisely at that moment that relevant management information starts to appear.

In the notebook example, the initially estimated amount was compared with the amount actually contracted. The system showed the percentage difference between the two.

That comparison seems simple, but it brings a view that many companies only notice at month-end close:

how much are we paying relative to what we thought we would pay?

When that analysis happens purchase by purchase, the organization starts to see deviations before they become just a consolidated expense line.

The cheapest supplier will not always be the one chosen

Price matters, but price is not the only possible criterion in a purchase.

This point deserves attention.

When choosing a supplier, there may be a legitimate reason to select a proposal that is not the lowest-value one.

Lead time, technical condition, availability, specification, prior experience, or some other documented aspect may influence the decision.

That is why recording the justification for the choice makes a difference.

Professional purchasing management does not necessarily mean always buying at the lowest price.

It means being able to explain why that decision was made.

That explanation protects the company from two things: decisions without criteria, and correct decisions that, in the future, look inexplicable because they were never recorded.

Receiving is also part of the purchase

The purchase does not end when the supplier is chosen.

After contracting, receiving still remains.

In the process demonstrated, it is possible to register receipt and attach documents related to the order, including tax documents.

This step is fundamental because it closes the operational cycle.

Requesting, approving, and contracting without verifying what was received leaves an important gap.

Did what was purchased arrive?

Was it delivered correctly?

Is documentation attached?

Can the purchase be considered complete?

Mature management does not track only the authorization to spend. It tracks execution of the purchase.

Before operating finance, prepare the structure

When we enter the Finance module, the natural temptation is to go straight to accounts payable or accounts receivable.

But the training presents a different recommendation: start with the records.

It makes sense.

Finance only produces reliable information when entries are supported by a coherent structure.

The sequence presented covers:

  1. chart of accounts;
  2. suppliers;
  3. customers;
  4. cost centers;
  5. management categories;
  6. payment methods;
  7. access and scopes;
  8. approval rules.

Only after that does the company actually enter the operational routine.

It is a less visible stage of the work, but probably one of the most important.

Chart of accounts: the accounting foundation of the operation

The chart of accounts organizes the structure used to classify financial movements and support reports such as the DRE.

In the system presented during the training, it is possible to create accounts manually, import an Excel structure, or use existing templates and adjust them afterward.

A practical recommendation presented was to work, whenever possible, in alignment with accounting.

That prevents the company from having one logic internally and a completely different one in the accounting work.

The greater the compatibility between classifications, the more useful the later reading tends to be.

The chart of accounts should not be seen merely as a technical obligation.

It determines how the company will see revenue, expenses, assets, liabilities, and other groupings.

A poorly built chart produces poorly organized information.

Finance suppliers, purchasing suppliers, and employees

After the chart of accounts, it is time to organize who will be paid.

And here the difference between Purchasing and Finance appears again.

A supplier that went through the Purchasing flow can be linked to Finance.

Certain people, on the other hand, may exist only in the financial structure.

The employee example is quite clear: even when the payment needs to generate an account payable, that does not mean the employee should go through homologation as a commercial supplier.

That separation helps keep the records coherent.

The main care is to avoid duplication.

If a company truly takes part in the purchasing process, the ideal is not to create it in isolation in Finance and then repeat the record in Purchasing.

Organizing the origin of the record makes the rest of the operation easier.

Customers and accounts receivable

If suppliers support much of the accounts payable logic, customers support accounts receivable.

The customer record brings together registration information, contacts, bank details, contracts, and other references needed for the operation.

The training also demonstrated the possibility of looking up registration data from the CNPJ, bringing available information into the record.

After that step, finance has both sides of the operation clearly identified:

whom the company needs to pay and who needs to pay the company.

But that is still not enough for good management analysis.

That is where cost centers and categories come in.

Cost center: knowing where the money is being consumed

An expense recorded only as "expense" says little.

Even when its accounting classification is correct, management needs to understand where that spend happened.

The cost center fulfills that function.

It can be structured by department, project, or according to the organization's management logic.

Marketing.

Operations.

Sales.

Consulting.

Audit.

Specific projects.

There is no single correct design for every company.

The cost center needs to reflect how leadership wants to analyze the business.

In the training, allocation across cost centers was also presented.

This feature makes sense when the same expense serves more than one area. Instead of artificially assigning 100% of the amount to a single department, the company can distribute the expense according to its real origin.

The quality of the analysis depends on the quality of that distribution.

Management category: looking beyond the department

Cost center and management category do not need to serve the same function.

The example used in the training helps explain the difference.

A company may have expenses in Marketing and Sales, each recorded in its respective cost center, but want to analyze CAC — customer acquisition cost — in an aggregated way.

In that case, a management category can bring together expenses that belong to different cost centers but are part of the same business reading.

This type of classification brings finance closer to management.

Accounting answers a set of essential questions.

The management view answers others.

The two do not need to compete.

They need to talk to each other.

Access to finance needs to be treated as sensitive access

Another important point presented in the training concerns permissions.

Not every user who accesses the system needs to see all financial information.

And even among people who work in Finance, there may be differences in responsibility.

A user may need to access only accounts payable.

Another may view suppliers, but not delete records.

Another may have specific limits of action.

That is why the module has its own layer to control access and scopes.

That care is consistent with the nature of the information involved.

Financial management is not only about recording correctly.

It is also about defining who can view, add, change, or delete information.

Accounts payable: operations start after the structure

With the records configured, accounts payable comes into play.

The entry can bring together information such as:

  • supplier;
  • amount;
  • description;
  • issue date;
  • accrual period;
  • related document;
  • ledger account;
  • cost center;
  • project, when applicable;
  • reference code;
  • allocation;
  • recurrence;
  • payment method.

That structure allows the payment to be analyzed later in different ways.

An important point presented in the training is the difference between the payment date and the accrual period.

The accrual period relates to the period to which that expense actually belongs, not simply the day the money left the account.

For management, that distinction matters because it prevents interpreting the operation only through bank movement.

Authority rules: not every payment should follow the same approval

In addition to Purchasing workflows, Finance can work with authority rules.

In practice, the company can establish that payments above a given amount need a specific approval.

The example demonstrated in the training used a limit of R$ 5,000. Below that threshold, the entry shown already appeared approved. Above the established rule, it would need to follow the configured flow.

The amount itself is not the main point.

Each company will have its own reality.

The central issue is establishing objective limits.

When authority is not defined, approval depends on interpretation.

When it is defined, there is governance.

Payment made at the bank and the financial record are different steps

A very practical point came up during the training questions.

If the company makes the payment directly in the banking app, the entry later needs to be marked as paid in the system to keep financial control up to date.

That distinction matters because the management software and the bank account serve different functions in the process presented.

The bank executes the transaction.

The system organizes the management information.

Without updating the payment, the report will continue treating that obligation as pending, even if the money has already left the account.

That is why operational discipline is still necessary even when a good tool exists.

Accounts receivable follows similar logic

In accounts receivable, the reasoning repeats, now looking at customers.

The company registers the receivable, enters amount, description, accrual period, document, ledger account, cost center, and other required information.

Then, as payment happens, it records the receipt.

It is also possible to track installments, overdue amounts, partial receipts, and other situations demonstrated in the module.

That allows the company to have a clear view of what it should have received and what actually came in.

Once again, we are not talking only about recording money.

We are talking about creating traceability.

Cash flow: the consequence of a well-recorded operation

After accounts payable and accounts receivable start being fed, the financial dashboard begins to consolidate operational information.

Among that information is cash flow.

This is an important consequence of the logic we have followed so far.

Cash flow is not born in the dashboard.

It is born in the quality of the supplier record, the classification of the expense, the recording of the receivable, the payment update, and the consistency of day-to-day operations.

A beautiful panel fed by incomplete data is still a panel of incomplete data.

Technology helps you see.

But first the operation needs to record correctly.

Budget: moving from "what happened" to "what we planned"

Mature financial management does not look only at actuals.

It also compares what happened with what was planned.

In the training, the possibility of creating a budget was presented, including matrices by cost center, later allowing a comparison of budget versus actual.

That comparison changes the level of the conversation.

Without a budget, the manager asks:

"How much did we spend?"

With a budget, they can ask:

"How much did we plan to spend, how much did we actually spend, and where is the difference?"

The second question is much more useful.

It forces the organization to discuss assumptions, decisions, and deviations.

DRE and executive view: turning entries into a reading of the business

With chart of accounts, revenue, expenses, and classifications organized, the company starts to get a more structured reading of the DRE.

In the training, both a visual view and a detailed view were demonstrated, along with the possibility of working with indicators and explanatory notes.

Notes are especially useful when certain decisions or adjustments need to be contextualized.

This is a point that often separates a merely operational report from a report that is truly useful for management.

A number without context can generate the wrong interpretation.

Context without a number becomes opinion.

The combination of the two improves decision quality.

What this structure changes in practice

When we look at the complete flow, it becomes clear that purchasing and finance management is not simply putting two departments inside the same system.

It is organizing a chain of decisions.

The supplier enters with consistent data.

Its qualification can be analyzed.

The purchasing need is recorded.

There is an approval.

The quotation gathers proposals.

The supplier choice is documented.

Receiving closes the purchasing cycle.

Finance classifies the obligation.

The expense is assigned to the correct account and cost center.

The payment is recorded.

Customer receipts are tracked.

The budget creates a reference.

And management starts analyzing cash flow, DRE, and budget versus actual.

Each step improves the quality of the next.

That may be the main lesson of the process.

Technology does not fix a process that was not defined

It is tempting to imagine that implementing software will automatically solve every purchasing and finance problem.

It does not.

A system can organize workflows, store records, display reports, and reduce parallel controls.

But it will still be necessary to define basic questions:

Who can request a purchase?

Who approves?

Which suppliers need to be homologated?

What are the evaluation criteria?

Which cost center structure represents the business?

Which expenses need to be allocated?

What is the authority rule?

Who can view Finance?

Who confirms payments and receipts?

Which chart of accounts will be used?

Without those answers, the tool only digitizes the lack of definition.

With those answers, it starts to support a process.

Before thinking about automation, organize the sequence

Another important lesson from the training is that not every step needs to start automated.

In the scenario demonstrated, some routines still required manual entries between Purchasing and Finance and updates of payments made externally.

That, however, does not eliminate the value of structuring the process.

In fact, there is an important principle here:

automation works better when the process is already clear.

Automating a confused operation tends only to make the confusion circulate faster.

A company that knows who registers, who approves, how it classifies, and how it tracks is much better prepared to take advantage of future integrations than one that waits for an integration in order to decide how it should work.

A practical path to structure purchasing and finance

If the company is starting now, it is worth avoiding the attempt to configure everything at once.

The training sequence itself offers a quite logical roadmap.

First, organize the suppliers.

Then, define how homologation and evaluation will work.

Next, structure the purchasing workflows.

Then establish how orders will be recorded, approved, and quoted.

In Finance, start with the chart of accounts.

Then organize suppliers, customers, cost centers, management categories, and payment methods.

Define access.

Create authority rules.

Only then start feeding accounts payable and accounts receivable systematically.

From there, start tracking the reports.

And finally, use budget, cash flow, and DRE as decision instruments — not just as screens someone opens at month-end close.

Purchasing and finance management is, at heart, decision management

It is common to speak of purchasing as an operational function and of finance as a control function.

But when the two processes are observed together, it becomes evident that both support important decisions.

Choosing a supplier is a decision.

Approving a purchase is a decision.

Accepting to pay above the estimate is a decision.

Classifying an expense in a given cost center is a decision.

Creating an authority rule is a decision.

Defining a budget is also a decision.

The system helps record each of them and, later, makes it possible to turn those records into information.

That is why structuring purchasing and finance management should not start with the question "which report do I want to see?"

The previous question is more important:

what process needs to exist for that report to represent reality?

When the company can answer that, finance stops acting only after money comes in or goes out.

Purchasing stops being only the area that asks for prices.

And both become part of the same management architecture.

The result is an operation with more traceability, clearer criteria, and a better view of what was requested, contracted, paid, received, planned, and delivered.

Not because the system "does the management on its own."

But because the organization finally built a process capable of producing reliable information.

Frequently asked questions

Why do purchasing and finance need to talk to each other?

Because the supplier homologated in Purchasing is the one later linked to Finance. Registering only in Finance does not build the base used for quotes, orders, and homologation — the operation starts halfway.

Is homologating a supplier the same as registering one?

No. Being in the database does not mean being fit to supply. Homologation applies criteria: type of service, certification, risk, and what the company requires before buying.

How should the purchasing approval workflow work?

A request does not always need the same path. A user, a role, or the direct manager can approve, including by area. That replaces informal approval that breaks as the company grows.

What is the chart of accounts for in this operation?

It classifies movements and supports reports such as the DRE. Without alignment with accounting, the company runs one logic internally and another in the books.

Is cash flow born in the dashboard?

No. It is a consequence of registration, expense classification, receivables, and payments recorded well. A dashboard without that sequence only draws the delay.

What does the DRE gain when purchasing and finance follow the same sequence?

With a chart of accounts, revenues, expenses, and classifications in order, the DRE stops being a late close and becomes a reading of the business — including notes to explain deviations.

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